quinta-feira, 30 de julho de 2009

Editorial 25/07/2009


Agora, até o namorado da neta, do presidente do senado está no noticiário.
Toda vez que se fala em senado federal sinto calafrios. Não sei se a população sente, mas quando cita o presidente da casa, José Sarney...
A família Sarney deve estar pagando muito caro pelas propagandas feitas nos noticiários, ou, então, está querendo fazer história, mas será que é isso mesmo?
O que acontece, em todas as esferas governamentais, é sempre a mesma coisa, quando alguém está atrapalhando, com certeza será expulso de alguma forma.
Isto não quer dizer que esta pessoa esteja atrapalhando o governo, ou suas ações estão sendo contra o povo, antes fosse isso.
Com certeza o político, “convidado a se retirar”, incomoda os interesses de alguns políticos.
Se observarmos todos os governos brasileiros, veremos que a maioria, ou quem sabe todos os “depostos”, não estavam contra o povo. O que aconteceu foi bem diferente.
Getúlio Vargas, Castelo Branco, Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves, por exemplo, tem histórias e histórias sobre suas prováveis mortes e nem sempre é aquela que está nos livros. Mas como isso não é do “interesse nacional”, não haverá uma investigação e provavelmente nunca saberemos a verdade.
Existem outros que estão desaparecidos há anos, como Ulisses Guimarães. Acaba de me surgir uma dúvida: será que aquele acidente de helicóptero foi realmente um acidente?
Porém nada disso pode ser investigado, parece dogma de igreja, e o povo, oprimido, perde seus defensores.
Agora o senado brasileiro, aquele que provavelmente tem mais italianos do que na própria Itália, está acusando o presidente da casa de muitas falcatruas. Pergunto-me, será que José Sarney não está atrapalhando em alguma coisa? Seria uma surpresa ele dormir e não acordar? Ou quem sabe o ex-presidente brasileiro sofra um acidente de avião, carro, helicóptero entre outros tantos que podem acontecer no nosso dia a dia?
O mais interessante é que quando Sarney fazia parte do executivo muitos dos deputados que o acusam hoje faziam parte da patota.
Pode ter certeza que todos estes políticos, independente da posição, tem “coisinhas escondidas” e estão batendo em cachorro morto, porque se presidente do senado tivesse bala na agulha...
Para lembrarmos os deslizes de políticos é só pensar na gripe A, que até alguns dias estava sob controle, como afirmava o ministro da saúde, José Gomes Temporão. Até hoje já foram 29 mortes confirmadas.
Precisamos, o mais rápido possível, tomar uma atitude e nos proteger das asneiras feitas no senado, câmara de deputados, vereadores... E, claro, sempre cobrar dos governantes e legisladores participando das sessões das câmaras e reuniões nas prefeituras, porque, depois, não adianta reclamar.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Editorial 11/07/2009


Já faz alguns anos que vivo neste mundo. Meus pais, desde cedo, me ensinaram o quanto é importante ser uma pessoa direita. Cresci sabendo que quem é direito tem direito, e que para ser feliz é preciso dar felicidade para os outros.
Só que a cada dia que passa, descubro que não é bem assim que acontece.
Hoje quando se fala em político lembra-se apenas dos sacanas. Vemos a todo o momento políticos que levam só a fama, não é feito nada por mais que seja provado que ele é bandido.
Se a gente não paga imposto vira um Deus nos acuda, para o funcionário público se sonegar, qualquer coisinha e a malha descobre, ele está frito, pode até perder o emprego.
Ah! Mas eu estou falando dos pequenos funcionários, ok?
Porque quando falamos dos trilionários secretários, deputados, senadores, entre outros a coisa é diferente. Se for político então...
Quem sabe se eu comprar um castelo... hum... e depois explicar que eu não tinha o conhecimento que era necessário declará-lo ao leão, talvez eu possa sair impune.
Só lembrando que todos nós temos necessidade de participar da política, não digo nos cargos públicos, mas em nossa casa, trabalho entre outros, se não tivermos política não conseguimos viver.
Mas mesmo assim acredito que quem é direito não faz isso.
Eu creio que o mais difícil para quem está no topo seja saber se o outro é amigo ou não. Já pensou, o cara vai à tua casa, come sua comida e depois te denuncia?
Que loucura...
Outros têm pai, mãe, tia e tudo mais que uma família pode ter dentro de seus gabinetes e são capazes de mudar o sobrenome para não parecer nepotismo.
E o povo só querendo saber de futebol. Imagine a situação, se só torcida do Corinthians, eu disse só uma torcida, usa-se toda aquela garra que mostra nos estádios, usa-se também para pedir as contas ao governo paulista, por exemplo, creio que melhoraria muito nosso estado. E assim em todas as esferas.
Já imaginou aquela torcida enorme da seleção brasileira no planalto central, pedindo contas aos deputados e senadores? Os políticos acabariam precisando usar fraldas plásticas.
Mesmo assim, eu ainda continuo acreditando que ser bom (não é bonzinho, bonzinho é coisa de político), é a melhor solução.
E por isso convoco a população para participar mais da vida política de Pirajuí tanto na câmara como na prefeitura. Temos que ter o mesmo furor pela cidade que temos pelo nosso time.
E claro sempre buscando sermos bons e bons a todo momento.
Ou então, parafraseando Silvio Brito "Pare o mundo que eu quero descer".

sábado, 11 de julho de 2009

Editorial 04/07/2009


Celebridade ou mito? Um artista que há mais de dez anos não se apresentava em um só show, um dia após a sua morte, vende mais que nos anos anteriores. Toda a logística da fabricação, das promoções e vendas dos grandes varejistas precisou ser acionada para atender a demanda dos fãs. Isto nunca aconteceu antes com nenhum outro artista.
Mas o que faz uma celebridade despertar tanta euforia nas pessoas?
Apesar de uma celebridade estar afastada do meio artístico, a própria mídia, seja qual for, realizava um culto à personalidade de alguém que, para muitos, era um ídolo.
Manter a fama e aparecer nos espaços midiáticos confere poder e prestígio: ele não morreu; está aprontando, mas está vivo. Ser um consumidor dos produtos deste ídolo confere certo glamour ao seu fã, principalmente quando se trata de um artista completo: músico, compositor, arranjador, dançarino, coreógrafo, ator e uma dezena de etc. O imaginário das pessoas volta-se ao movimento gerado por alguém tão completo artisticamente, mais o culto à personalidade, à celebridade mantido pelo marketing. Se o principal ocorreu, o que chamam de "cair no gosto do público", tudo mais apenas decorre. Não importa quem seja se desta ou daquela raça, se foi rico, se foi pobre. E gosto é gosto, isso não se discute. Porém, existe o ponto de admiração em um ídolo que é diferente para tantas diferentes pessoas. Talvez esteja aí a dependência causada nessas diferentes pessoas. Ora, pela admiração eu passo a imitar um objeto, um ídolo.
Assim, comprar tudo o que se relaciona com ele, saber tudo o que se passa com ele, é uma maneira de aproximar-se a algo que aparentemente esteja a uma distância inimaginável. Essa euforia de adquirir tudo o que se relaciona ao ídolo, devido ao ponto de admiração, irá gerar um movimento comercial em torno do trabalho e da arte realizada. Isso é importante, pois está gerando receita para toda a corrente produtiva que envolve a produção dos trabalhos do artista. Se o trabalho é realmente bom e admirado, este se torna uma celebridade, e, após a morte, ficará imortalizado em sua obra. Poderá se tornar um mito... ou uma lenda.